terça-feira, 10 de novembro de 2009

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O CARÁTER DE UM VELHO PURITANO INGLÊS

O CARÁTER DE UM VELHO PURITANO INGLÊS OU NÃO-CONFORMISTA
(The Character of on Old English Puritan or Nonconformist

O Velho Puritano Inglês era aquele que honrava a Deus, acima de todas as coisas, e, abaixo de Deus, dava a cada um o que lhe era devido. Sua maior preocupação era servir a Deus e, desse modo, ele não fazia o que era bom aos seus olhos, mas o que era bom aos olhos de Deus, fazendo da Palavra de Deus a regra de sua adoração (...) Ele tinha consciência de todas as ordenanças divinas (...) Passava muito tempo em oração: com oração, ele começava e encerrava o dia. Ele exercitava a oração no seu quarto, na reunião em família e na congregação (...) Considerava a leitura da Palavra uma ordenança de Deus na vida privada e na vida pública (...)

Ele via o dia do SENHOR como uma ordenança divina, e o descanso daquele dia induzia à santidade. Ele tinha muita consciência da observância daquele dia como o dia do Mercado da Alma (ou seja, o dia em que a pessoa garante o abastecimento espiritual para a semana que se inicia)(...) Considerava a Ceia do SENHOR como parte do alimento de sua alma: lutava para manter sua alma faminta por ele. Ele a considerava como uma ordenança da comunhão mais próxima com Cristo, que exigia, portanto, a maior preparação (...)

Ele via a religião como um engajamento ao dever, onde os melhores cristãos deveriam ser os melhores maridos, esposas, pais, filhos, patrões, empregados, juízes e súditos, de modo que a doutrina de Cristo pudesse ser adornada e não blasfemada. Esforçava-se por fazer de sua família uma igreja (...) só admitindo dentro dela (ou seja, servos ou hóspedes) aqueles que temiam a DEUS; e trabalhando para que aqueles que nasciam na família, pudessem nascer de novo para Deus (...) Ele era uma pessoa de coração compassivo, não somente em relação ao seu próprio pecado, mas à miséria dos outros, sem pensar na misericórdia como algo arbitrário, mas como um dever necessário; à medida que orava pedindo que a sabedoria o dirigisse, estudava (resolutamente determinado) para alcançar a alegria e a generosidade liberal em suas ações (...)

Em seu modo de vestir, ele evitava opulência e vaidade (...) desejando, em todas as coisas, expressar uma visão série da vida, em oposição à frivolidade irresponsável. Considerava a vida como uma guerra, onde Cristo era se Capitão, armamentos, orações e lágrimas. A Cruz era sua Bandeira, e seu lema (moto) era: Vincit qui patitur (o que sofre, vence).

Este era a maneira pela qual os puritanos ingleses mais fortes concebiam a santidade na sua época. em dúvida, está claro que é necessário apenas um pequeno ajuste para adaptar este modelo aos nossos dias.

Extraído do livro: A REDESCOBERTA DA SANTIDADE - O CAMINHO PARA A ALEGRIA E LIBERDADE, AGORA E NO FUTURO. Editora Cultura Cristã - Pág. 103-104

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A REDESCOBERTA DA SANTIDADE - O CAMINHO PARA A ALEGRIA E LIBERDADE, AGORA E NO FUTURO POR J.I.PACKER

A REDESCOBERTA DA SANTIDADE - O CAMINHO PARA A ALEGRIA E LIBERDADE, AGORA E NO FUTURO POR J.I.PACKER - Editora Cultura Cristã (com roteiro para estudos)

Comecei ler este maravilhoso livro no dia 17/10/2009 d.C.

ÍNDICE

Capítulo 1 - Qual a Definição e Importância da Santidade?
Capítulo 2 - Explorando a Salvação: É necessário Ser Santo?
Capítulo 3 - Valorizando a Salvação: O Ponto Inicial da Santidade
Capítulo 4 - Uma Visão Panorâmica da Santidade
Capítulo 5 - Humilhando-se Para Crescer: A Vida de Arrependimento
Capítulo 6 - Crescendo na Semelhança de Cristo: A Experiência Cristã Saudável
Capítulo 7 - Crescendo em Força: A Vida Cristã com Poder
Capítulo 8 - A Dura Conquista: A Disciplina da Persistência

Notas

Guia de Estudo

Agora, no início do livro o teólogo puritano-calvinista J.I.PACKER relembra a famosa lista clássica dos 12 pontos do bispo anglicano-evangélico-puritano John Charles Ryle (J.C. Ryle) do livro SANTIDADE, lançado em 1879 e ainda largamente vendido.

São 12 pontos na qual esboça um quadro de uma pessoa santa. São 12 pontos que mexerão com as suas estruturas e com a sua eternidade se você praticar e vivenciar cada ponto.

1. SANTIDADE É O HÁBITO DE SER DE UMA SÓ MENTE COM DEUS, DE ACORDO COM O QUE AS ESCRITURAS DESCREVEM COMO SENDO A MENTE DELE. É o hábito de concordar com seu julgamento, odiando o que Ele odeia, amando o que Ele ama e comparando tudo neste mundo com o padrão de sua Palavra.

2. UM HOMEM SANTO SE ESFORÇARÁ PARA EVITAR CADA PECADO CONHECIDO, E GUARDAR CADA MANDAMENTO REVELADO. A inclinação de sua mente será decisivamente direcionada para Deus. O desejo do seu coração será o de fazer a vontade do Pai. Ele temerá mais a desaprovação divina do que a do mundo e terá o mesmo sentimento que Paulo teve quando disse: "Porque, no tocando ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus" - (Rm. 7.22).

3. UM HOMEM SANTO SE ESFORÇARÁ POR SER COMO O SENHOR JESUS CRISTO. Ele não somente viverá uma vida de fé nele, e dele receberá paz e força para viver o dia-a-dia, mas também trabalhará para ter a mente de Cristo e ser conforme à sua imagem (Rm. 8.29). O seu objetivo em relação às outras pessoas será o de andar ao lado delas, perdoá-las... ser generoso... caminhar em amor... sedr manso e humilde... Ele guardará no coração as palavras de João: "Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou"(I Jo 2.6).

4. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ MANSIDÃO, LONGANIMIDADE, BONDADE, PACIÊNCIA, GENTILEZA E CONTROLE DE SUA LÍNGUA. Dará um bom testemunho, será muito paciente, tolerante para com os outros, e também não se apressará em exigir os seus direitos.

5. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ TEMPERANÇA E AUTO-NEGAÇÃO. Lutará para mortificar os seus desejos carnais, crucificar sua carne com suas tentações e lascívias, fugir das paixões e controlar suas inclinações carnais, sempre que elas se manifestarem. (Ryle então cita Lc. 21.34 e I Co. 9.27).

6. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ PRATICAR A CARIDADE E A FRATERNIDADE. Ele se esforçará por fazer para os outros o que gostaria que os outros fizessem para ele e falará dos outros o que gostaria que os outros falassem dele... Abominará toda mentira, difamação, maledicência, engano, desonestidade e injustiça, mesmo nas pequenas coisas.

7. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ MISERICÓRDIA E BONDADE NO TRATO COM OS OUTROS... Será como Dorcas, "notável pelas boas obras e esmolas que fazia", que não somente se propôs a fazer ou faltou a respeito das boas obras, mas as praticou (At. 9.36)

8. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ A PUREZA DE CORAÇÃO. Temerá toda a corrupção e impureza de espírito e tentará evitar as coias que podem levá-lo a se contaminar. Ele sabe que o seu coração facilmente se inflama, e tentará cuidadosamente evitar a brasa da tentação.

9. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ O TEMOR A DEUS. Não me refiro ao temor de um escravo, que somente trabalha para evitar a punição que receberá, caso seja descoberto sem fazer nada. Ao contrário, penso no temor de uma criança, que deseja viver e se locomover como se estivesse sempre como o seu vigilante pai por perto, porque sabe que ele ama.

10. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ HUMILDADE. Desejará, em sua mente simples e caridosa, ter os outros em mais alta estima do que a si mesmo. Também perceberá mais o mal existente em seu coração do que em qualquer outro neste mundo.

11. UM HOMEM SANTO BUSCARÁ FIDELIDADE EM TODOS OS SEUS DEVERES E RELACIONAMENTOS. Por seus motivos serem os mais sublimes, e contando com o adicional da ajuda divina, ele não se contentará apenas em cumprir suas obrigações, mas, melhor ainda, tentará ajudar aqueles que não se preocupam com a sua alma. Pessoas santas devem, em todos os momentos, desejar praticar o bem, e devem se envergonhar se algo de mal acontecer a alguém que elas poderiam ter ajudado. Elas devem lutar por ser boas esposas e bons maridos, bons amigos, bons cidadãos, bons em particular e em público, bons no local de trabalho e no ambiente familiar. O Senhor Jesus perguntou ao seu povo algo que exige reflexão, quando diz: "Que fazeis de mais?"(Mt. 5.47).

12. POR FIM, UM HOMEM SANTO ENCHERÁ SUA MENTE COM COISAS ESPIRITUAIS. Tentará se concentrar inteiramente nas coisas do alto, não se apegando às coisas deste mundo... Ele buscará viver como alguém cujos tesouros estão no céu e cuja permanência nesta terra é vista apenas como a de um peregrino, que viaja para casa. Sua maior fonte de prazer está na comunhão com Deus por meio da oração, da leitura da Palavra e da reunião do seu povo. Ela dará valor à cada coisa, lugar e relacionamento, uma vez que esses fatores o trazem mais para perto de Deus.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

CALVINISMO, CONFORME A REVISTA TIME, É A IDEIA QUE ESTÁ MUDANDO O MUNDO


A revista Time apontou o novo Calvinismo em terceiro lugar, na sua matéria de capa sobre as 10 Idéias transformando o mundo na atualidade(...).

Maiores informações, clique AQUI.

domingo, 7 de junho de 2009

EMPECILHOS À ORAÇÃO por E. M. Bounds

Orar certo é estar certo, agir certo e viver certo. Tudo que impede oração impede santidade. Quando tudo que nos impede de orar certo for removido, o caminho estará aberto para um rápido avanço na vida espiritual. Se pudéssemos contar, dia por dia, as orações que não alcançam resultado algum, que não beneficiam o homem, nem influenciam a Deus, ficaríamos pasmados ao ver os números.

Precisamos de homens e mulheres que possam alcançar a Deus e receber amplamente das suas reservas inesgotáveis. A igreja é profundamente afetada pelo materialismo da sua época. Os interesses da terra excluem os do céu, o tempo eclipsa a eternidade, um ousado e ilusório humanitarismo destrói a adoração, e a compreensão essencial de Deus é deturpada.

Homens e mulheres que saibam orar, e que possam projetar Deus e suas divinas instituições na terra com eficiência redentora, são nossa única saída. A igreja poderá caminhar com triunfo às suas conquistas finais sem possuir riqueza, tendo que enfrentar pobreza ou desprezo, ou sendo desacreditada pelo mundo e rejeitada pela cultura e sociedade; mas sem homens e mulheres que saibam orar, não conseguirá derrotar nem o inimigo mais frágil, nem ganhar um único troféu para seu Senhor.

Pode fechar seus redutos de aprendizagem, seus oradores eloqüentes podem ser silenciados para sempre, mas suas orações serão ainda mais potentes do que seu conhecimento ou eloqüência, e lhe assegurarão as mais gloriosas conquistas. Ela pode perder tudo, menos a oração da fé, e isto lhe será mais poderosa do que a vara de Arão para criar agências ou ministérios eficazes e gerar resultados tremendos. Por trás de um ministério Santo e cheio de zelo e paixão tem de haver oração que prevalece, e que traga consigo um glorioso Pentecoste.

Pecado Impede Oração

"Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido" (Salmo 66.18).

Os pecados do coração que não são rejeitados, ou que não estamos lutando para vencer, interrompem a oração. Oração não pode fluir do coração que nutre ou protege o pecado, que abriga pecado de qualquer espécie. O pensamento rebelde ou insensato é pecado; o olhar de cobiça ou lascívia do coração é pecado. Temos de clamar a Deus de um coração puro.

"Mãos santas" devem ser levantadas em oração. Uma mancha na mão é tão fatal para impedir a oração quanto o pecado no coração. A pessoa que ora precisa estar certa no seu coração, mas suas ações também precisam estar certas. Guardar os mandamentos de Deus e fazer o que lhe agrada nos dá segurança de que receberemos o que pedirmos dele. Pecados escondidos, ocultos por parcialidade ou por hábito, retidos por indulgência, contemporização, ou ignorância deliberada; estas coisas, como o lagarto no botão ou veneno no sangue, destruirão a flor e a vida da oração.

Orgulho Impede Oração

O orgulho em alguma forma é inerente a todos nós. Nenhuma criatura tem tantas razões para ser humilde quanto o homem; nenhuma, possivelmente, possui tantas fontes de orgulho. O orgulho destrói a humildade, gera vaidade, transfere fé em Deus para fé em si mesmo. Existe no orgulho tal senso de estar completo em si mesmo que destrói a base da oração. Sua sensação constante é: "Estou cheio e não preciso de mais nada".

O orgulhoso ora, talvez até regularmente, mas é oração de fariseu, um desfile do ego, um catálogo de bondade própria. O orgulho se esconde sob o disfarce de gratidão a Deus, louvando a Deus usando incenso do altar do ego. O orgulho se manifesta no desfile das nossas obras religiosas, na exibição de realizações, sejam religiosas ou não.

A oração precisa nascer lá de baixo. O orgulho procura os lugares mais altos, e nunca pode ser encontrado nos lugares humildes onde a oração é incubada. As asas da oração devem ser cobertas de pó. O orgulho despreza o pó da humildade, e cobre suas asas com o brilho e ouro do ego. O vazio da vaidade, o egoísmo de pensamentos centrados em si mesmo e de conversas que exaltam a própria pessoa são todos empecilhos à oração, porque declaram a presença do orgulho. Deus, de acordo com o apóstolo, resiste ao orgulho, e dispõe todos seus exércitos contra ele.

Um Espírito Que Não Perdoa

Nutrir um espírito que não perdoa impede à oração. Vingança, retaliação, um espírito inclemente, a ausência de tolerância, a falta de um espírito de misericórdia plena e total para com todos que tiverem de qualquer forma ou em qualquer medida nos prejudicado, impede a oração. Não avançaremos um centímetro enquanto não reconhecermos estes sentimentos e não pudermos declarar com sinceridade: "Perdoa-me, Deus, da mesma forma como perdôo aos outros". Quando deixamos de aplicar misericórdia a todos os males que já foram praticados contra nós, estamos automaticamente condenando nossa capacidade de orar.

Podemos orar com ira no nosso coração, mas este tipo de oração torna-se pecado. Todos estão sujeitos diariamente a serem feridos naquelas áreas onde são mais sensíveis. Porém, ter uma atitude de vingança ou desafeto para com a pessoa que causou tal ferida, congela a capacidade de orar. O espírito de perdão é como o espírito do evangelho, e este espírito precisa reinar no coração antes que a verdadeira oração possa proceder dos lábios.

Discórdia no Lar

A vida no lar, sua paz e união, afeta a oração. Discórdia no lar impede a oração. O apóstolo exorta às esposas e aos maridos para viverem no mais puro amor e mais doce união, para que suas orações não sejam impedidas. Confusão numa fonte de águas quebra a serenidade da superfície, e o fluir calmo e pacífico da corrente. Uma discórdia familiar quebra e separa todos os fios trançados que formam a oração.

Um Espírito Mundano

Um espírito mundano impede a oração. O mundo tem um efeito mais negativo sobre a oração do que todas as águas poluídas e infestadas de um brejo teriam sobre a saúde. Obscurece a visão para cima, anula os impulsos espirituais, e corta as asas das aspirações. "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres" (Tiago 4.3).

Nossas cobiças, como remanescente da mente carnal que ainda permanece em nós, são o elo que nos prende ao mundo. São a cidadela, ou as fortalezas de fronteira, das quais nosso inimigo, o mundo, ainda não foi expulso. Oramos, mas não recebemos porque o mundo dentro de nós corromperia todas as respostas.

Um coração puro, ou alguém que anseie pela pureza, é o único que pode ser confiado com respostas à oração. Enquanto nossas cobiças têm permissão para ficar, contaminam nosso alimento espiritual. Inspiram e tingem todas nossas orações com desejos mundanos. Para alcançar a Deus e receber algo dele, é absolutamente imprescindível que se esteja morto para o mundo. Se quisermos que Deus abra seus ouvidos para nós, precisamos ter nossos ouvidos fechados para o mundo.

Um coração impregnado, ou contaminado por mínimo que seja com o mundo, não conseguirá subir em direção a Deus assim como uma águia com asas quebradas não consegue subir em direção ao sol. O homem que Tiago descreve como uma onda do mar, impelido e agitado pelo vento (Tg 1.6), é o homem de espírito mundano, cujas energias espirituais e decisões são quebradas pelas influências e infusões do mundo. Ele tem ânimo dobre, metade para Deus e metade para o mundo, ora para o céu, ora para a terra. "Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa" (Tiago 1.7).

Falta de santidade, impaciência, ou qualquer outro espírito, pensamento, sentimento ou ação que não esteja em harmonia com o Espírito de Deus, impedirá a oração. Uma fé perturbada por dúvidas, ou que desfalece por cansaço ou fraqueza, não alcançará resultados na oração. Os elementos que enfraquecem os nervos e músculos espirituais para as grandes lutas impedirão a oração.

Precisamos de homens e mulheres que vivam onde todos os empecilhos à oração foram removidos – pessoas cuja visão espiritual foi inteiramente purificada de névoas, nuvens e escuridão, guerreiros que tem carta branca de Deus e nervos espirituais firmes para usar esta carta a fim de suprir cada necessidade espiritual.


Fonte: Kadoshi Mensagens Bíblicas - Anunciamos a Jesus Cristo: Único Caminho para o Céu! http://groups.google.com.br/group/kadoshi

sábado, 23 de maio de 2009

PORQUE NÃO PODEMOS SER EVANGÉLICOS por Andrew Sandlin

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

A Reforma Protestante redescobriu o Evangelho da livre Graça de Deus, que tinha sido obscurecido na igreja medieval por um moralismo que ignorava a profunda depravação do homem, por um sacerdotalismo que se colocava entre os homens e Deus, e por um eclesiasticismo que apagava a distinção Criador-criatura, tornado-se a própria igreja a nova Encarnação. No cerne da Reforma estava uma ênfase renovada sobre o Evangelho bíblico-paulinoagostiniano: salvação somente pela graça de Deus, sobre a base da obra expiatória de Cristo, recebida pela fé somente. Os Reformadores e suas igrejas tinham orgulho de serem conhecidos como "evangélicos", visto que viam a si mesmos como pregando o puro evangelho, a mensagem do evangelho. Esse é o evangelicalismo bíblico.

Mas o que se passa hoje por evangelicalismo está, em muitos pontos, bem longe do evangelicalismo da Reforma, assim como está em geral longe do ensino bíblico em outros pontos. Quando amigos perguntam se sou evangélico, rapidamente digo "Não". Porque freqüentemente eles identificam "evangélico" com "crer na Bíblia" e "pregar o evangelho", tento explicar que é precisamente devido ao fato do evangelicalismo não crer corretamente na Bíblia ou pregar o evangelho fielmente, que não me considero um evangélico e não posso ser um membro de uma igreja evangélica (isso é grandemente verdade do fundamentalismo moderno, que é simplesmente uma versão mais restritiva e provincial do evangelicalismo). O que talvez seja os seus três principais distintivos permanece em total contraste com a crença e prática bíblica e reformada do Cristianismo.

Um Evangelho Subjetivo, e não Objetivo

Embora os evangélicos modernos professem uma crença firme na Bíblia, no centro de sua religião não está a sua visão da Bíblia, mas sua visão do Evangelho. O evangelicalismo orgulha-se sobre a centralidade do evangelho e da salvação. É justamente aqui, contudo, que o evangelicalismo está mais poluído. Na verdade, ironicamente o suficiente, a visão evangélica do evangelho está mais perto daquela da Roma medieval do que do Evangelho bíblico da Reforma. O Concílio de Trento, a resposta católica romana à Reforma, sustentou que a salvação é um empreendimento cooperativo entre Deus e o homem. Deus coloca o processo em movimento (no batismo), mas o homem ajuda ao longo do processo. De acordo com Roma, o livre-arbítrio do homem desempenha uma grande parte em sua salvação. Os Reformadores reconheceram corretamente que isso destruiu o evangelho da graça de Deus.

Abriu o caminho para o homem afirmar sua própria contribuição, bondade e justiça. Para os evangélicos, isso é quase uniformemente sua própria "decisão". Nesse ponto, eles são um com Roma.

Os evangélicos são defensores da "regeneração por decisão". O evangelicalismo é essencialmente uma deturpação do novo nascimento, a institucionalização da experiência de conversão. A coisa importante sobre a salvação é a experiência do homem, seus sentimentos sobre ser salvo. Uma dose pesada desse experiencialismo foi introduzida na igreja no Wesleyianismo do século dezoito, e tem sido uma marca do evangelicalismo desde então. A experiência de Wesley foi a de ficar "estranhamente aquecido" quando ouviu o Evangelho, e essa experiência tornou-se uma peça central de sua teologia. (Para ser justo, a soteriologia de Lutero também era de certa forma autobiográfica, mas ela guiou-o em direção de uma salvação somente pela obra de Deus.)

Para Calvino, em contraste, nossa salvação reside na obra objetiva da expiação de Cristo. Os homens não são salvos pelo que experimentam; eles são salvos pelo que Cristo realizou. Em Sua grande obra redentora sobre a cruz e em Sua ressurreição, Cristo assegurou a salvação do Seu povo, cumprindo as exigências da lei ao substituir judicialmente os pecados dos pecadores. Quando o Evangelho é pregado, ele atrai eficaz e irresistivelmente aqueles a quem Deus escolheu. Eles são conquistados por Cristo, o seu Redentor. Eles são trazidos sob seus joelhos em humilde submissão, e não podem fazer nada senão exercer fé na obra redentora de Jesus Cristo. Essa experiência, embora essencial, é um resultado da expiação objetiva de Cristo e da aplicação do evangelho pelo Espírito Santo.

Para os evangélicos isso é muito sofisticado e também "intelectual". O fato realmente central é que Deus perdoou os seus pecados, aceitou-os em Sua família, tornou-os felizes, e preparou-os um lar no céu. Para evangélicos, o Evangelho centra-se na vontade e prazer do homem; para os Reformados, o evangelho centra-se na vontade e prazer de Deus.

Porque ser um evangélico significa abraçar a sua forma de evangelho centrado no homem, não podemos ser evangélicos.

Uma Religião do Novo Testamento, e Não Bíblica

A ala Reformada da Reforma expressava a unidade do pacto de Deus no Antigo e Novo Testamento. Os evangélicos enfatizam a falta de unidade entre esses pactos, pois para os evangélicos o objetivo da Fé é reproduzir "o Cristianismo do Novo Testamento". Os evangélicos crêem em ¼ da Bíblia; os cristãos Reformados crêem numa Bíblia inteira. Evangélicos rotineiramente desprezam a autoridade do Antigo Testamento. A lei do Antigo Testamento, eles afirmam, é parte do "velho" pacto, e foi destinado somente para o antigo Israel; hoje ouvimos apenas as palavras de Jesus, João, Paulo e assim por diante. Os evangélicos estão entre os mais ruidosos em insistir sobre "crer na Bíblia de capa a capa", mas não crêem que ¾ do que aparece entre as capas tenha qualquer relevância para hoje. Eles falam hipocritamente sobre "estrita inerrância bíblica", mas isso em geral é simplesmente "conversa piedosa", pois eles negam que as provisões do novo pacto estavam em operação no Antigo Testamento (Gl 4.22-31). Eles não vêem muito do evangelho, se é que algo, no Antigo Testamento. E porque o evangelicalismo centra-se no Evangelho, isso significa que o Antigo Testamento é largamente irrelevante. Funcionalmente, portanto, o termo "crente na Bíblia" não se aplica a maioria dos evangélicos.

Um Evangelho Limitado, não a Fé Plena

Isso leva diretamente à característica final do evangelicalismo, a qual os cristãos que crêem na Bíblia devem repudiar expressamente. Para os evangélicos, é o evangel, o evangelho (limitada e erroneamente definido, é claro) que deveria impressionar nossas vidas. Para os Reformados, é a soberania de Deus e Seu governo régio absoluto na Terra que é impressionante. O evangelho evangélico não é meramente deturpado; é limitado. O evangelho evangélico é um fim em si mesmo. "Manter nossas almas longe do inferno" é todo o significado da vida sobre a Terra. Para os Reformados, o significado da vida sobre a Terra é a submissão absoluta a Cristo, o nosso Redentor real, e o trabalho diligente para estender o Seu reinado na Terra. Evangelismo é um meio essencial para esse fim, mas não o próprio fim. Afirmar que o evangelismo é um fim em si mesmo é expor uma teologia deturpada e centrada no homem. O fim é a glória de Deus e, com referência ao Seu plano para a Terra, a expansão gradual, porém inexorável do Seu reino (Mt 6.33; 13.31-34).

Os evangélicos estão intensamente interessados no tipo de evangelismo deles. Porque esse evangelismo não é apenas deturpado, mas também limitado, ele não se relaciona com muitos aspectos da vida. Porque o evangelismo é o centro de sua religião e por não se relacionar com muitos aspectos da vida, a própria religião não se relaciona com muitos aspectos da vida. Porque sua religião não se relaciona com muitos aspectos da vida, eles tendem a pensar como os humanistas mundanos naquelas áreas sem relação com sua religião limitada. Esse é o porque, em primeiro lugar, o método apologético evangélico compromete o Evangelho, como Cornelius Van Til tão poderosamente demonstrou.

Os evangélicos estão dispostos a comprometer tudo, até Deus mesmo, por causa de seu ídolo precioso, o seu evangelho deturpado e limitado. Esse é o motivo da maioria deles não ver nada de errado em enviar seus filhos para escolas do governo, adotar uma psicologia secular, ensinar uma ciência evolucionária, eleger políticos ateus e endossar traduções errôneas da Bíblia. Essas áreas estão além do alcance de seu evangelho limitado. Tudo além do escopo de seu evangelho limitado é algo legal para uma perspectiva "neutra" (isto é, violadora do pacto).

Por essas razões, onde quer que o evangelicalismo moderno tenha florescido, ele tem bombardeado a ortodoxia bíblica histórica; eviscerado uma fé forte e teologicamente ancorada; e castrado uma religião robusta, vigorosa e abrangente. Seu sucesso tem sido o fracasso do Cristianismo bíblico.

Conseqüentemente, ser um evangélico no sentido moderno é diluir e eventualmente destruir a Fé.

Fonte: Faith for All of Life, Julho 2000
E-mail para contato: felipe@monergismo.com. Traduzido em setembro/2008.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

BERLIM DEDICA EXPOSIÇÃO A REFORMADOR JOÃO CALVINO

BERLIM DEDICA EXPOSIÇÃO A REFORMADOR JOÃO CALVINO

Diz-se que as ideias de Calvino, reformador da igreja no século 16, inspiraram a democracia moderna e o capitalismo. Hoje, 500 anos após seu nascimento, o Museu
Histórico Alemão lhe dedica exposição em Berlim.

Com mais de 360 documentos históricos, obras de arte e objetos litúrgicos, a atual mostra de Berlim é a maior exposição na Europa durante o Ano Calvino, que marca os 500 anos do reformador nascido em 10 de julho de 1509, na cidade francesa de Noyon.

A exposição tem como foco a pessoa de Calvino e sua influência na Europa. A mostra também trata de temas como expulsão, migração e minorias — assuntos problemáticos para o continente durante diferentes épocas. O próprio Calvino foi forçado a fugir da França para a Suíça em 1535, quando a tensão religiosa levou a levantes violentos contra protestantes.

Isso aconteceu numa época em que a Europa estava dominada por monarcas e a Igreja Católica tinha grande influência tanto na política quanto na sociedade civil. E fazia apenas duas décadas que o alemão Martinho Lutero havia pregado suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, defendendo a salvação através da fé e acendendo, inadvertidamente, a centelha da Reforma Protestante.

Foi nesse contexto que Calvino desenvolveu e propagou o movimento protestante que se iniciava. Mais tarde, sua doutrina teológica ficou conhecida como calvinismo.
O nascimento do Estado sem corrupção

Em entrevista à Deutsche Welle, o teólogo católico e professor aposentado Arnold Angenendt declara que “o calvinismo influenciou decididamente a forma moderna de vida”. Segundo o teólogo, Calvino é interpretado como aquele que disse que qualquer erro é sinal de que se foi abandonado por Deus.

O calvinismo é conhecido por propagar o trabalho duro, a confiabilidade e o perfeccionismo. Angenendt explica que “a ética calvinista criou o funcionário público responsável e profissional”. Para o historiador, isso significou “o nascimento do Estado europeu”.

Um funcionário público que se comporta conforme a ética calvinista não está passível de envolvimento com a corrupção. Os países ocidentais mais influenciados por Calvino têm governos menos corruptos que seus vizinhos do Leste, afirma Angenendt.
Responsabilidades individuais

As igrejas calvinistas são caracterizadas não somente pela forte consciência ética, mas também pela organização não-hierárquica, diz em entrevista à Deutsche Welle Achim Detmers, da Igreja Luterana na Alemanha. Esta igualdade “democrática”, segundo ele, não traz somente liberdade, mas também responsabilidade.

O calvinismo não prescreve um credo universal para cada situação. Em vez disso, novas situações históricas — como o surgimento do nazismo na Alemanha dos anos de 1930 ou tempos de desigualdade econômica — requerem que fiéis leiam novamente a Bíblia e façam interpretações relevantes, diz Detmers.

A redução da influência política eclesiástica e a ênfase no papel do indivíduo são todos ensinamentos do calvinismo, que têm mais em comum com a moderna democracia europeia do que com as últimas monarquias medievais.

“Calvino defendia um democracia aristocrática. Ele defendia uma separação administrativa da Igreja e do Estado, embora quisesse assegurar que a sociedade estava embasada em princípios cristãos como Os Dez Mandamentos”, explica o teólogo alemão.

Detmers comenta que particularmente em comparação com outras doutrinas, que são organizadas mais hierarquicamente e dão menor valor à participação dos fiéis, o calvinismo oferece às sociedades “modernas” um grande potencial de inovação e reflexão.

Uma solução calvinista para a crise financeira?

O clérigo luterano adverte, no entanto, que não deve ser estabelecida uma ligação muito forte entre Calvino e o desenvolvimento da democracia moderna e do capitalismo, chamando a atenção para o papel exercido por uma série de outros fatores sociológicos e históricos neste contexto.

Se os ideais calvinistas — baseados mais no medo do que na misericórdia — tiveram uma maior influência na sociedade atual, já é uma outra questão.

Na abertura da exposição em Berlim nesta semana, o premiê holandês, Jan Peter Balkenende, salientou que a forte ética de trabalho, que é parte importante da teologia calvinista, “se transformou num sistema moral”.

À luz da atual crise econômica, seria “bom se os mercados financeiros fossem mais fortemente governados por estes princípios”, afirmou Balkenende.
Bastiões da teologia reformista

Mais de 25 milhões de pessoas fazem parte da Igreja Luterana na Alemanha, de acordo com informações da própria Igreja. Desses, dois milhões pertencem às igrejas protestantes reformadas. Outros bastiões da teologia reformista na Europa são a Suíça, a Holanda, a Hungria, a Escócia e a França.

Na Alemanha, os membros das igrejas reconhecidas pelo Estado pagam uma dízimo mensal às Igrejas Católica e Protestante. No país, a Igreja Católica conta oficialmente com 25 milhões de fiéis.

A exposição Calvinismo fica aberta até 19 de julho próximo no Museu Histórico Alemão, em Berlim.























Autora: Kate Bowen
Revisão: Soraia Vilela
Fonte: Deutsche Welle
Divulgação: www.juliosevero.com


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terça-feira, 24 de março de 2009

ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA

"Assim diz o senhor...: eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há deus”. (Isaías 44:6)

Que a graça e a paz do nosso Senhor JESUS Cristo estejam sobre você e sua família!

Temos a honra de convidá-lo para o III ENCONTRO DA ABRACEH.

Se você é um pastor, líder, sacerdote, missionário ou cidadão que valoriza a vida e a família, participe desse encontro que visa a apoiar aqueles que têm interesse em ajudar as pessoas que sofrem e promover a defesa da vida e da família.

Certamente, você já percebeu que vivemos em tempos difíceis, nos quais muitos defendem a "Cultura da Morte". Essa cultura consiste na defesa do aborto, do casamento gay, infanticídio, e de outras idéias contrárias aos interesses da vida humana e da família.

Os defensores da Cultura da Morte são integrantes do "Movimento da Desconstrução Social". Esse Movimento pretende ridicularizar e aniquilar os princípios morais que preservam e valorizam a vida humana e família, segundo os princípios cristãos.

Ainda que o Movimento da Desconstrução Social seja forte e atue ativamente por meio de instituições públicas e privadas, além da mídia, sabemos que a verdade deve prevalecer e que não podemos deixar que as famílias sejam conduzidas (e destruídas) segundo as idéias desse movimento.

Você sabe que não pode permanecer como mero expectador desse processo de destruição social que pretende acabar com a sua fé, liberdade e moral. Além disso, você também sabe que não pode assistir passivamente enquanto alguns pretendem destruir sua família e sua comunidade por meio da disseminação de idéias contrárias aos princípios que mantêm a sociedade livre do caos.

Participe do III ENCONTRO DA ABRACEH. Venha conhecer pessoas que não estão de braços cruzados enquanto alguns tentam levar a sociedade para o abismo. Nesse encontro, você poderá interagir com pessoas que pensam como você e que estão dispostas a discutir, estudar, elaborar e implementar ações que protejam nossas famílias (principalmente as crianças e os adolescentes) de toda essa ideologia que está corroendo a sociedade rapidamente.

Veja a seguir a nossa programação e a lista dos preletores que estarão presentes no evento. Faça sua inscrição e aproveite para conhecer mais sobre a ABRACEH no endereço eletrônico www.abraceh.org.br

Esperamos vê-lo no evento para conhecê-lo melhor e para que possamos nos apresentar adequadamente a todos que pretendem contribuir para a construção de um mundo melhor.

Rozangela Justino,
Presidente da ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA.
http://rozangelajustino.blogspot.com

TEMA:
“OPOR-SE AO MESMO TEMPO QUE ESTENDENDO A MÃO”
Base Bíblica: Romanos 12: 2 e Isaías 41:13

DATA e HORÁRIO:
Dias 10 (das 8 às 19h), 11 (das 8 às 20h) e 12 ( das 8 às 13h) de abril de 2009

Local:
Comunidade Evangélica Nova Aurora - MISSÃO CENA

Endereço:
Rua Gal. Couto de Magalhães, 280 (Clube da Esperança) - LUZ – SP

Investimento:
Até o dia 31 de março de 2009: R$ 70,00;
Do dia 1º. de abril até o dia do evento: R$ 80,00
Se você deseja participar um dia somente (sexta ou sábado): R$ 35,00; no domingo: R$ 25,00

O valor da inscrição acima lhe dará direito ao almoço nos dias 10, 11 e 12.

Depósito na conta ABRACEH:
BANCO DO BRASIL: agência 1251-3 c/c 24.611-5

ATENÇÃO:

Envie um e-mail para info@abraceh.org.br e abraceh@urbi.com.br dizendo que fez a sua inscrição. Anexe cópia do comprovante de pagamento escaneado enviando-o pelo correio eletrônico ou a cópia para o endereço terrestre da ABRACEH: Caixa postal 106.075, Niterói, RJ CEP 24.230-970. Guarde o seu comprovante de depósito e apresente-o no dia do evento, para evitar qualquer dúvida.

QUANTO À HOSPEDAGEM:

Existe uma farta rede de Hotéis na redondeza, no entanto, os mais próximos:

1)New Comercial Palace Hotel - R. Gal. Couto de Magalhães, 410 (11) 3333-1133 / 3331-4332 ( uma pessoa = R 35,00 e duas R$ 60,00)

2)Hotel Monteneve Ltda. R. Gal Couto de Magalhães, 428 (11) 3221-8633 / 3361-6597 / 3221-8075 / 3361-6607 (um pessoa = R$ 66,00 e duas = R$ 88,00)

Obs: Tais despesas serão por conta de cada participante.

Os que tiverem dificuldades de arcar com o custo de hospedagens podemos disponibilizar algumas vagas, para se acamparem, gratuitamente, na Missão CENA, mas somente para os primeiros que se inscreverem, até esgotarem-se as vagas. Inscreva-se logo! Não perca esta oportunidade!

TEMAS E PRELETORES:

1.“A ABRACEH SE OPONDO AO MESMO TEMPO QUE ESTENDENDO A MÃO” – Rozangela Justino (Presidente da ABRACEH)

2.“O REINO DE DEUS E O REINO DOS HOMENS” – Pr João Carlos (Presidente da Comunidade Evangélica Nova Aurora – Missão CENA)

3.Nós nos Opomos:

a.“A IDEOLOGIA ‘QUEER’ E A SUA PROPOSTA DE DESCONSTRUÇÃO SOCIAL" - Zeev Hashalom (filósofo e professor)

b.“A TEORIA ‘QUEER’ E SUA INFLUÊNCIA NOS VALORES DA FAMÍLIA CRISTÔ – Rosemary Geremias (Professora do Seminário Teológico Batista de Niterói)

c.“A PEDAGOGIA ‘QUEER’ E A POLÌTICA PÓS-IDENTITÁRIA” – Rozangela Justino

4.“POLÍTICAS PÚBLICAS E ESTRATÉGIAS DA NOVA ORDEM MUNDIAL PARA O CONTROLE DA POPULAÇÃO” – Dr. Paulo Fernando Melo da Costa (advogado, professor e assessor parlamentar)

5.“MITOS E REALIDADE ACERCA DOS PROJETOS DE LEIS DE INTERESSE DA VIDA HUMANA, FAMÍLIA E IGREJA” – Dr. Paulo Fernando Melo da Costa

6.“A ‘COISIFICAÇÃO’ DO SER HUMANO E O ABORTO NA ORDEM DO DIA – o movimento PRÓ-VIDA FAMÍLIA e a REDEPROVIDA estendendo a mão para o nascituro e sua mãe” – Dr Paulo Fernando Melo da Costa

7.“O CRISTÃO E A ABSTINÊNCIA SEXUAL” - Dr. Paulo Fernando Melo da Costa

8.A MISSÃO CENA estendendo a mão:

a.“QUANDO A VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA É DETECTADA: cuidados e aconselhamento” –

Missionária Magdalene Hildelbrandt;

b.“À POPULAÇÃO DE RUA” – Missionária Sueli Dias de Oliveira;

c.“ÀS CRIANÇAS DE RUA” - Missionária Daniele Cristina da Silva;

d.“ÀS GAROTAS DE PROGRAMA” – Missionária Maria Edileuza C. de Souza;

e.“AOS TRAVESTIS” – Pr João Carlos

f.“ATRAVÉS DA CASA DE RECUPERAÇÃO” – Prs José Antonio Conestabile e Valdete Martins Pereira Conestabile

g.“NAS CASAS FAMÍLIA” – Missionário Francisco Petrônio de Souza Bezerra


9.A MISSÃO GRUPO DE AMIGOS estendendo a mão:

a. “QUANDO OCORRE A DEPENDÊNCIA EMOCIONAL” – Missionária Alice Magalhães;

b.“E A HOMOSSEXUALIDADE NAS IGREJAS NO SÉC. XXI” – Roberto Teles (Bacharel em Teologia e voluntário da Missão GA);

c.“PARA A SAÍDA DA HOMOSSEXUALIDADE” - depoimento do Pr Francisco e Jane Ferreira;

10.A MISSÃO JEAME estendendo a mão para:

a.CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM PRIVAÇÃO DE LIBERDADE (Febem, atualmente Fundação Casa) – Regina Meire do Nascimento (psicóloga, diretora secretária do Ministério Jeame);

b.CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE RISCO NAS RUAS DA CIDADE DE SÃO PAULO (Cracolândia) - missionário Virgílio Vieira dos Santos.

11.“ESTENDENDO A MÃO ÀS MULHERES QUE SOFREM VIOLÊNCIAS” - Naiá Duarte (Coordenadora Nacional da Comissão Mulher do Projeto MULHER VIVA)

12.“DENUNCIANDO A CULTURA DO ABUSO SEXUAL ENTRE MENINOS E ENTRE MENINOS/HOMENS E SUAS CONSEQUÊNCIAS – Rozangela Justino

13.“ESTENDENDO A MÃO ATRAVÉS DO PROGRAMA DOS 12 PASSOS” – João Luis Vieira (Técnico em Dependência Química)

14.“ESTENDENDO A MÃO ATRAVÉS DO PROGRAMA DA ESTRATÉGIA DA PREVENÇÃO DA RECAÍDA” – João Luis Vieira

15.A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NA TRANSFORMAÇÃO HUMANA” – Dra.Valéria Lemonache (psicóloga, Ig Bola de Neve)

ATENÇÃO:

Organize-se para adquirir o livro: “HOMOSSEXUALIDADE MASCULINA – escolha ou destino?”, autor: Claudemiro Soares

Este livro trata da atração pelo mesmo sexo e as abordagens terapêuticas para a mudança de orientação sexual, ou seja, para a saída da homossexualidade. Custo = R$35,00

Normas para participar das reuniões da ABRACEH:

Fotos só com a autorização dos participantes. A ABRACEH poderá gravar somente as palestras para veiculá-las, posteriormente.

A ABRACEH entende que todos os participantes de suas reuniões estão cientes e de acordo com:

1)a sua posição cidadã, visando a garantia do direito de apoiar pessoas que desenvolveram os mais diversos transtornos sexuais e comportamentais, incluindo os que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade (conforme descrições da CID 10, publicação oficial da OMS) e sua prevenção, como também os envolvidos direta e indiretamente com estes, seus familiares, especialmente as crianças e os adolescentes em situação de risco social, priorizando os vitimados pelo abuso e exploração sexuais;

2)o apoio da ABRACEH ser exclusivo para os descritos no item 1, acima, não para aquelas pessoas que estejam satisfeitas ou que queiram desenvolver a homossexualidade e/ou outros transtornos/disfunções sexuais;

3)ABRACEH ser totalmente contra a filosofia do “movimento da desconstrução social-‘queer’ para a liberação sexual”, onde todas as formas de expressão sexual são consideradas válidas, representada, principalmente, pelo “movimento pró-homossexualismo/diversidade sexual/livre expressão da orientação sexual” e seu possível acordo com o “movimento do amor erótico entre adultos e crianças”;

4)a ABRACEH, também não concorda com a aliança do CFP-Conselho Federal de Psicologia com o “movimento pró-homossexualismo/diversidade sexual”, formalizada pela Resolução 01/99 do CFP, criada para a perseguição de profissionais que apóiam os que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade, contrariando os principais teóricos e escolas da psicologia, sabotando os Direitos Humanos, Constitucionais, Direitos das Crianças e dos Adolescentes e a OMS-Organização Mundial da Saúde, de conhecimento público através da sua publicação oficial: CID 10;

5)A ABRACEH não está de acordo com Projetos de Leis e nem com Leis que trabalham contra a vida humana e a família , tais como os pró-aborto, pró-homossexualismo / diversidade / livre expressão da orientação sexual / prostituição; e nem concorda com o apoio de qualquer órgão da sociedade e do poder público que apóiem movimentos sociais que trabalham contra a vida humana e a família contrários aos princípios cristãos, conforme as Escrituras Sagradas, visando o controle de população e futuro domínio na nação brasileira;

6)o preenchimento da ficha de adesão à ABRACEH, a declaração de que estão procurando, voluntariamente, a ABRACEH e os que desejarem ser apoiadores voluntários da ABRACEH preencherão também a ficha específica: nas reuniões de apoio, encontros, congressos, seminários e em qualquer evento promovido pela ABRACEH. Nas reuniões promovidas pelas instituições apoiadoras onde a ABRACEH é a convidada será assinada a lista de presença e é voluntário o preenchimento das outras;

7)as demais disposições estatutárias e regimentais da ABRACEH.
“E todo ser que respira, louve ao Senhor”. (Salmo 150:6)
Para a garantia do recebimento de suas mensagens envie para todos os seus e-mails quando desejar falar com ABRACEH: info@abraceh.org.br; abraceh@urbi.com.br ou
Rozangela Justino: rjustino@urbi.com.br; rozangelajustino@abraceh.org.br; rozangelalvesjustino@ig.com.br

Até lá, e que Deus nos abençoe, em nome de JESUS !

Rozangela Justino

(21) 8686-8737 (quando no Rio de Janeiro)
(11) 6696-1501 ( em São Paulo)

Presidente da ABRACEH

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www.abraceh.org.br

FORA COM AS PALHAÇADAS MINISTERIAIS

Fora com as palhaçadas ministeriais

É tempo de comprometimento e precisamos reafirmar o óbvio: Deus requer que os líderes obedeçam as regras!

J. Lee Grady, editor da revista Charisma

Cerca de dois anos atrás um dinâmico pregador, pastor de uma igreja em crescimento no sul dos Estados Unidos foi pego em adultério. A perplexa esposa conversou com a “outra”, uma dançarina de outro país e falou de Jesus pra ela. Nesse ínterim um pequeno grupo de pastores “encobriu” o problema e rapidamente despachou o pastor parÇAS a algumas sessões de aconselhamento. Logo depois, o pastor se divorciou, e os membros da igreja que não estavam cientes da situação culparam-na pela quebra de relacionamento conjugal.

Hoje este pastor continua pregando – ainda que sejam pregações ocas. Alguns membros da igreja se afastaram quando souberam da infidelidade do pastor. No entanto, outro tanto ficou por achar que não podiam julgar o pastor por seu pecado.

Ainda que seja doloroso ter de afastar um líder talentoso do púlpito, este deve ser afastado para preservar o temor do Senhor.

Coisas deste tipo vêm se repetindo nos últimos anos. Jamal Harrison-Bryant, pastor de uma igreja de dez mil membros em Baltimore foi acusado de ser pai de uma criança fora do casamento. Sua esposa, Gizellle, ao saber do caso, pediu o divórcio. No entanto, Bryant pregou um novíssimo sermão em sua igreja usando o exemplo de Davi e seu adultério com Bate-Seba para se justificar.

“Eu ainda sou o homem!” gritou do púlpito para vibração e alegria do povo que o aplaudiu. “A unção que possuo é maior que qualquer erro”. E deixou claro que não queria ser disciplinado. Para Bryant a unção está acima do caráter.

Essa imoralidade entre os líderes deixa a maioria dos crentes confusos. Será que um líder pode ser desqualificado? A restauração deve ser imediata? Seremos fariseus pelo fato de pedir que os líderes deixem o púlpito e se assentem novamente entre o povo até que provem que estão restaurados? É preciso rever algumas regras básicas:
1. Existem regras de qualificação para que uma pessoa seja líder na igreja, e o apóstolo Paulo deixou claro que existe um teste decisivo para que alguém seja líder. Em 1 Timóteo 3.2-7 ele afirma que o líder deve ser (1) irrepreensível; (2) marido de uma só mulher; (3) temperado (não pode ser dado ao álcool ou outras substâncias); (4) Prudente; (5) respeitável; (6) hospitaleiro; (7) apto para ensinar; (8) que saiba governar bem sua própria casa; (9) que tenha bom testemunho dos vizinhos e (10) que não seja um novo convertido (neófito).

Escrevendo a Tito Paulo faz as mesmas exigências e acrescenta outras qualificações: (11) não seja arrogante; (12) nem cobiçoso (13) ou ganancioso.

Observe que apenas uma das qualificações requer unção, que é a capacidade de ensinar. Todas as demais qualidades são de caráter. Paulo nada diz sobre a capacidade que o líder deve ter de profetizar, curar enfermos, ter visões, conversar com anjos, levantar dinheiro, cantar, gritar ou levar a audiência a um frenesi. Nem tão pouco requer credenciais acadêmicas. O caráter é a chave!

Os comentaristas concordam que a expressão “marido de uma só mulher” era um avanço na era do Novo Testamento para afirmar que “ele deve ser marido de uma única mulher”. Não pode ser um adúltero. (Nem bígamo). Os líderes têm de viver em pureza sexual. Precisam ajustar-se à definição bíblica de casamento e permanecer fiel neste contexto.

2. Os que não preenchem tais qualificações devem ser afastados. Ao exigir caráter de seus líderes Paulo está inferindo que os que não preencherem tais qualificações devem ser afastados do ofício – pelo menos até preencherem todas as exigências. Se fracassarem, diz Paulo, devem ser repreendidos na presença de todos para que os demais temam... (1 Tm 5.20). O pecado do líder não deve ser minimizado, desculpado ou varrido pra baixo do tapete.

E nada disto era opcional – e Paulo advertiu a Timóteo sobre a tentação de ser parcial. Ele escreveu: “Conjuro-te... que guardes estes conselhos…” (V 21). A disciplina bíblica tem de ser firme. Não se pode afastar uma pessoa por adultério e dar tratamento diferenciado a outra pessoa com o mesmo problema só porque é nosso amigo. Mesmo que seja dolorido fazê-lo, tem de ser feito para trazer o temor do Senhor sobre as pessoas.

3. A igreja não prosperará se não disciplinar seus líderes. Com ternura Paulo advertiu a Timóteo quanto a líderes ordenados precocemente. Ele escreveu: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (1 Tm 5.22). Em outras palavras os líderes serão julgados por Deus caso ordenem alguém que não preencha as qualificações bíblicas. Se tivermos o hábito de ordenar líderes desqualificados, a corrupção fincará raízes na igreja e não poderemos fugir ao juízo de Deus.

Não podemos reescrever as regras. Oro para que os líderes da igreja deixem de ser circenses e restaurem a ordem bíblica.

Tradução de João A. de Souza filho

Divulgação: www.juliosevero.com

Perspectiva bíblica diante do aumento do divórcio entre os evangélicos

sábado, 14 de março de 2009

EDITORA OS PURITANOS

Viemos avisá-los que o Projeto Os Puritanos/CLIRE agora possuem seu próprio MSN Messenger com a conta ospuritanos@gmail.com (Windows Live Messenger). Não é HOTMAIL, mas está inscrito assim no MSN Messenger. Este também é o novo E-mail para contatos com o Projeto Os Puritanos/Centro de Literatura Reformada (CLIRE), ou seja ospuritanos@gmail.com não mais o antigo ospuritanos@uol.com.br.

O antigo MSN Hotmail pertencia a nossa Secretária Renata que continurá atendendo-os, mas os contatos serão repassados para o nosso novo MSN/GMAIL.
Esperamos que nos adicione ao seu MSN.
Agradecemos.

Os Puritanos/Centro de Literatura Reformada (CLIRE)

OBS:
Aceite este convite e vocês aparecerão nos perfis online um do outro e poderão conversar usando o Windows Live Messenger.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CALVINO E A EDUCAÇÃO

CALVINO E A EDUCAÇÃO

Verdade e Pluralidade - Introdução

Todos os que chegam à Universidade a cada ano logo se apercebem da pluralidade de entendimentos, concepções e valores que marcam o ambiente universitário. Embora a diversidade esteja presente em sua vida muito antes de se tornar um universitário, é aqui na Academia que o estudante sentirá mais de perto a sua força.

A pluralidade é um dos conceitos ícones da nossa geração, uma das marcas da moderna Universidade. Como tal, requer a nossa atenção, especialmente pelo fato de sermos uma Universidade confessional. Ainda que a pluralidade seja considerada como um dos postulados mais bem estabelecidos da nossa era, é saudável refletirmos sobre sua natureza, efeitos e desafios.

1) Pluralidade na Universidade

Embora o ensino superior exista desde a Antiguidade, a Universidade moderna teve suas origens na Europa do séc. XII, conforme a opinião mais aceita, e deve sua forma atual às universidades de Bolonha, Paris e Oxford, que surgiram durante o século XIII. Apesar de ter sofrido influências e transformações oriundas da Renascença, da Reforma e do Iluminismo, a Universidade permaneceu basicamente a mesma e é uma das instituições mais antigas e estáveis do mundo ocidental.

As universidades medievais surgiram graças a diferentes fatores, como atender à crescente demanda de pessoas em busca de educação, o desejo idealista de obter conhecimento, a resistência ao monopólio do saber pelos mosteiros, a vitalidade das escolas mantidas pelas catedrais e o desejo de reformar o ensino. Todavia, elas tinham um objetivo comum, uma mesma missão, que era a busca do conhecimento unificado que permitisse a compreensão da realidade.

Universitas, na Idade Média, era um termo jurídico que, empregado para as escolas, significava um grupo inteiro de pessoas engajadas em ocupações científicas, isto é, professores e alunos. Só mais tarde o termo viria a significar uma instituição de ensino onde essas atividades ocorriam. Tal designação já aponta para a tarefa que pessoas diferentes tinham em comum: a busca da verdade em meio à pluralidade de compreensões. Esse alvo requeria uma síntese das diferentes visões e compreensões de mundo, um campo integrado que desse sentido aos mais diversos saberes. O princípio subjacente à criação das universidades, portanto, era a procura das verdades universais que pudessem unir as diferentes áreas do conhecimento. Daí o nome “universidade”.

Quando as universidades medievais surgiram, a cosmovisão cristã que dominava a Europa fornecia os pressupostos para essa busca da unidade do conhecimento. Hoje, a visão cristã de mundo é excluída a priori em muitas universidades modernas pelos pressupostos naturalistas, humanísticos e racionalistas que passaram a dominar o ambiente acadêmico depois do Iluminismo. Tais pressupostos não têm conseguido até o presente suprir uma base comum para as diferentes áreas do saber. A fragmentação do conhecimento tem sido um resultado constante na Academia, como se as diferentes disciplinas tratassem com mundos distintos e contraditórios.

Lamentavelmente, hoje, muitas universidades viraram multiversidades ou diversidades, abandonando a busca de um todo coerente, de uma cosmovisão que dê sentido e relacionamento harmônico a todos os campos de conhecimento. Esse fenômeno se verifica primariamente na área das ciências humanas; todavia, nem mesmo a área das exatas lhe é totalmente imune, como testemunham as diversas percepções, por vezes conflitantes entre si, na matemática, física e química.

Conforme Allan Harman escreve:

As universidades em geral não mais possuem um fator integrador. A palavra “universidade” tem a idéia de unidade de conhecimento ou de abordagem. Derivada do latim “universum” refere-se à totalidade ou integração. Claramente o conceito era de que, dentro de uma universidade, havia aderência a uma base comum de conhecimento que interligava o ensino em todas as escolas.
Edgar Morin, intelectual francês contemporâneo, percebe corretamente essa fragmentação do conhecimento e da educação nas diversas obras que tem publicado.

Para ele,

... o sistema educativo fragmenta a realidade, simplifica o complexo, separa o que é inseparável, ignora a multiplicidade e a diversidade... As disciplinas como estão estruturadas só servem para isolar os objetos do seu meio e isolar partes de um todo. Eliminam a desordem e as contradições existentes, para dar uma falsa sensação de arrumação. A educação deveria romper com isso mostrando as correlações entre os saberes, a complexidade da vida e dos problemas que hoje existem.

2) Entendendo a Pluralidade

É evidente que existe uma grande pluralidade ou diversidade no mundo. A criação de Deus é plural, a humanidade feita à imagem dele é plural, as culturas são plurais, as idéias são plurais. Há uma enorme e fascinante diversidade na realidade que nos cerca. Para nós, essa impressionante variedade da existência revela a riqueza, o poder e a criatividade de Deus, conforme a Bíblia registra no Salmo 104.24,

Que variedade, Senhor, nas tuas obras!
Todas com sabedoria as fizeste;
cheia está a terra das tuas riquezas.

Tal entendimento em nada compromete nossa busca na academia por verdades absolutas e universais. As dificuldades surgem quando se confunde pluralidade com relativismo radical e absoluto. Esse último nega os conceitos de unidade, igualdade, harmonia e coerência que existem no mundo, entre idéias, pessoas e culturas. O relativismo total pretende desconstruir o princípio implícito de verdade absoluta, de valores, conceitos e idéias que sejam válidos em qualquer lugar e a qualquer tempo. Nesse sentido, a pluralidade se confunde com o relativismo que domina a mentalidade contemporânea, sendo entendida como a convivência de idéias e concepções contraditórias que devem ser igualmente aceitas, sem o crivo do exame da veracidade e sem que uma prevaleça sobre a outra, visto serem consideradas todas verdadeiras.

Para nós, que somos uma Universidade que se orienta por um conjunto de fundamentos – no caso, a fé cristã reformada –, a pluralidade, entendida como diversidade, é muito bem-vinda. A enorme variedade que caracteriza nosso mundo não anula de forma alguma a existência de verdades gerais e universais. Quando, todavia, a pluralidade é entendida como relativismo total ou sistema de contradições igualmente válidas, precisamos analisar o assunto com mais cuidado.

3) Desafios da Pluralidade

O relativismo absoluto gera diversos problemas de natureza prática, como, por exemplo, a dificuldade de se viver o dia a dia de forma coerente com a crença de que tudo é relativo. Mesmo os relativistas mais radicais são obrigados a capitular diante da inexorável realidade: a vida só pode ser organizada e levada à frente com base em princípios, valores e leis universais que sejam observados e reconhecidos por todos. Concordamos com Edgar Morin quanto à sua percepção da complexidade da vida e da existência . Todavia, entendemos que o reconhecimento de que todas as áreas de atividades e conhecimento são complexamente interligadas reflete um propósito unificado e uma origem única, apontando para o Criador. É evidente que essa interligação das partes com o todo, e vice-versa reforça a possibilidade de se buscar princípios e valores universais que permeiam e regulam o universo de conexões e aderências.

Dificilmente o ser humano consegue conviver em paz com o relativismo absoluto. Existe uma busca interior em cada indivíduo por coerência, síntese e unidade de pensamento, sem o que não se pode encontrar sentido na realidade, um lugar no mundo e nem mesmo saber por onde caminhar. Acreditamos que este ímpeto é decorrente da imagem de Deus no homem, um Deus de ordem, de propósitos, coerente e completo.

Para muitos, o ideal do pluralismo de idéias no ensino significa simplesmente que a Universidade deveria ser o local neutro onde todas as idéias e seus contraditórios tivessem igualdade de expressão, cabendo aos alunos uma escolha, ou não, daquelas que lhe parecerem mais corretas. Todavia, conforme bem escreveu Robert P. Wolff, a neutralidade da Universidade diante dos valores é um mito. É inevitável o posicionamento ideológico diante das questões da vida e do conhecimento. Esse ponto é inclusive reconhecido, ainda que timidamente, pela Lei de Diretrizes e Bases, quando define as universidades confessionais como aquelas que “atendem a orientação confessional e ideologia específicas.”

4) Verdade

As universidades de orientação confessional cristã há muito têm procurado desenvolver um modelo acadêmico em que a busca da verdade seja feita a partir da visão de mundo cristã em constante diálogo com a pluralidade de idéias e com a diversidade de visões e entendimentos. Não é tarefa fácil diante do mundo pluralista em que vivemos, a ponto de que alguns têm defendido que as próprias universidades confessionais desistam desse ideal.

Diante do quadro de fragmentação do saber e do relativismo que domina, em várias instâncias, a mentalidade universitária, afirmamos a existência, a realidade e a importância da verdade, de conceitos que são universalmente válidos em todas as áreas do conhecimento e da vida. Aqui, afirmamos as seguintes “verdades sobre a verdade":

1. A verdade é descoberta e não inventada. Ela existe independentemente do conhecimento que uma pessoa tenha dela. Ela existe fora de nós e não somente dentro de nós.

2. A verdade é transcultural. Se algo é verdadeiro, será verdadeiro em todas as culturas e tempos, ainda que sua expressão possa variar de acordo com o ambiente vivencial das pessoas.

3. A verdade é imutável, embora a nossa crença sobre ela possa mudar. Ela permanece a mesma, o que é relativo é nossa percepção dela.

4. As crenças das pessoas não podem mudar a verdade, por mais honestas e sérias que sejam.

5. A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa ou de quem a nega.

Conclusão

Reconhecemos a diversidade e a complexidade das idéias, conceitos, costumes e valores existentes. Questionamos, todavia, que a pluralidade implica na total relativização da verdade. Afirmamos a existência de idéias e valores absolutos, princípios e verdades espirituais, éticas, morais, epistemológicas universais.

Cremos que o Cristianismo bíblico fornece o fundamento para a compreensão da realidade como um todo coerente, sempre levando em conta a fabulosa variedade da existência humana.

Encorajamos os alunos, os professores e o pessoal administrativo do Mackenzie a refletir sobre o fato de que a pluralidade, entendida como saudável diversidade, dentro de referenciais e sem a negação da verdade, enriquece o conhecimento humano e leva à melhor percepção de nós mesmos, de nosso mundo e de nosso Criador.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


FONTE: http://www.mackenzie.br/ano2007000.html

Prof. Luis Cavalcante - http://luis-cavalcante.blogspot.com

sábado, 31 de janeiro de 2009